Uhmm, faz tempinho que não posto não?
Bom, inspirado pelo post do Luiz resolvi postar umas coisinhas que venho pensando a um tempo.
Bom, vamos às ditas cujas:
execute Direitos_Humanos.txt
Caso lá do Rio. Todo mundo viu, todo mundo ficou sabendo, todo mundo tá falando. Diante disso, algumas coisas surgiram e não consigo deixar de comentar.
Primeira coisa: Recebi um scrap pelo orkut para pôr uma flor na frente do nick do msn em refêrencia ao jovem João. Tá bom.
O que isso vai adiantar? As pessoas tentam tomar atitudes, mas acabam fazendo cada coisa absurda. No lugar de propor um abaixo assinado ou alguma lista para ser encaminhada aos Poderes do Estado, ou de algum protesto que realmente valha a pena, mas não, esse povo acha que abala a sociedade.
Ao meu ver isso parece mais um dos cretinos males do brasileiro, de querer tirar vantagem de tudo. Será que querem se mostrar pseudopreocupados com essa situação pondo a tal florzinha na frente do nick? Aph…
Segunda coisa: A nossa Presidência me orgulha. Sério mesmo. Eita cara sensato! Diante de toda essa barbárie, com todo mundo querendo rever a maioridade penal, ele vai a público e diz: “não devemos discutir isso no calor do momento(!)“. Eis um grande líder! É dele que o Brasil realmente precisa. Vamos deixar essa questão para mais tarde e discutir o PACman. GO GO GO! Lula FTW!
Terceira coisa: Direitos humanos? Absurdo isso! Eu sou a favor de duas coisas e já faz um tempo… PENA DE MORTE. É. isso mesmo. “Importa que quem mate pela espada, morra pela espada.” Nem conto pra vocês da onde isso é, que acho dificil acreditarem, mas enfim. Crimes bárbaros como esse do Rio merecem sim que a pena de morte seja aplicada.
Outra coisa: BANDIDO QUE COMETE CRIME HEDIONDO NÃO TEM DIREITO NENHUM. Simples assim. Desrespeitou várias leis, normas e uma caralhada de coisas, logo nada melhor que uma punição bem justa. Assim acabava com esse problema de direitos humanos. Claro que tudo isso é utópico, mas seria melhor e garanto que ajudaria a resolver vários problemas com essas medidas. Pena que não vivemos em uma Meritocracia, mas sim numa “Idiocracia”.
execute contra_prova.doc
E bom, esse daqui é só para contestar o Luiz.
Presenciei a cena hoje na hora do almoço. Uma senhora de idade puxa a cordinha para descer, mas o motorista (sabe-se lá por que) não repara e não para no ponto. Eis que acontece uma cena de certo modo até bonita: o ÔNIBUS INTEIRO grita pro motorista parar. Uma solidarização que fazia tempo que eu não via. Todos sentindo a dificuldade da senhora que poderia ter que andar a mais se não fosse a união. Por essas e outras que eu ainda acho que o mundo tem jeito e tem futuro.
execute foda_se.ppt
Bom, a seguir transcrevo um arquivo do PowerPoint de autoria do Millôr que achei bem interessante.
“O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!”? O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Me liberta.”Não quer sair comigo? Não? Então foda-se!”.”Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”
O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Os palavrões não nasceram por acaso.
São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com
a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua.
Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
“Prá caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muitaquantidade do que “Prá caralho”?”Prá caralho” tende ao infinito, é quase uma
expressão matemática.
A Via-Láctea tem estrelas Prá caralho,
o Sol é quente Prá caralho,
o universo é antigo Prá caralho,
eu gosto de cerveja Prá caralho, entende?
No gênero do “Prá caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”
O “Não, não e não!” é tampouco nada eficaz
e já sem nenhuma credibilidade”Não, absolutamente não!” o substituem.
O “Nem fodendo!” é irretorquível, e liquida o assunto.
Te libera, com a consciência tranqüila,
para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro prá ir surfar no litoral?
Não perca tempo nem paciência.
Solte logo um definitivo “Danielzinho, presta atençao, filho querido, NEM FODENDO!”.
O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir CD do Lupicínio.
Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações ondenosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PHD porra nenhuma!” ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”.
O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior.
É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cu!”?
E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cu!”.
Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do
suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho
do seu cu!”.
Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.
Desabotoe a camisa e saia na rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”.
E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”.
Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadoracomplicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de
habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”.
Liberdade,
igualdade,
fraternidade e F O D A – S E! “
Millôr
Escrito por G.Rangel
Escrito por Luiz
Escrito por G.Rangel